Quando o texto vira cena: o processo de traduzir a “Nora” de Jelinek para o palco
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depoimento
artigo por NORMA WUCHERPFENNIG | A intensa travessia de montar “O que aconteceu após Nora deixar a Casa de Bonecas ou Pilares das Sociedades”, de Elfriede Jelinek, com o grupo Theatergruppe “Die Deutschspieler”, da Unicamp. Do primeiro contato com o texto ao palco, o relato da coordenadora do grupo revela os bastidores de uma criação que articula tradução, estudo rigoroso e experimentação cênica em versão bilíngue
Orfeu da Conceição, 70 anos: a peça sobre o mito grego e o mito-negro Haroldo Costa
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história do teatro
artigo por IZAK DAHORA: Celebrando os 70 anos da estreia de Orfeu da Conceição, o artigo homenageia a trajetória multidisciplinar de Haroldo Costa, que nos deixou em 13 de dezembro de 2025, o primeiro protagonista da tragédia carioca de Vinicius de Moraes, na qual uniu o mito grego à negritude brasileira no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
artigo por MÁRIO COUTINHO | Para finalizar março, Mário Coutinho discorre sobre um importante contraponto entre Macbett, de Eugène Ionesco, e Macbeth, de William Shakespeare: enquanto o texto original pode ser descrito como a tragédia da ambição desenfreada e suas consequências, Macbett, uma releitura, é a farsa do poder no teatro do absurdo. Se Macbeth vacila entre honra e desejo, Macbett revela a ambição como um espetáculo grotesco. No fim, resta apenas o vazio.
Para finalizar fevereiro, Philippe Curimbaba, o diretor editorial da Temporal, relembra as publicações que chegaram ao nosso catálogo ao longo de 2024. Ao longo do texto, nossas leitoras e leitores podem conferir comentários sobre as peças Uma tempestade, de Aimé Césaire; Allegro desbundaccio, Nossa vida em família e Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, de Oduvaldo Vianna Filho; e Dramas para negros e prólogo para brancos, coletânea de peças escritas por diversos autores e organizada por Abdias Nascimento
Dramas para negros e prólogo para brancos volta às estantes após mais de 60 anos
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lançamentos
por TÚLIO CUSTÓDIO | No ano em que o Teatro Experimental do Negro completa 80 anos, Dramas para Negros e Prólogo para Brancos retorna às estantes após 60 anos desde sua primeira edição. A antologia, que reúne diferentes autores e nove peças, todas escritas para encenação do TEN, organizada por Abdias Nascimento, é uma obra fundamental para compreender e explorar um projeto de dramaturgia que visava afirmar, dentre seus propósitos, a identidade e a cultura negra. Confira o texto de Túlio Custódio, sociólogo e sócio da Inesplorato, e conheça mais sobre o projeto!
A leitura de dramaturgias teatrais em contextos pedagógicos
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depoimento
artigo por SOFIA BOITO | Na primeira quinzena de novembro, a atriz, performer, dramaturga, escritora e tradutora Sofia Boito escreve a respeito da importância da oralidade ao trabalhar textos teatrais em contextos pedagógicos. Confira!
“Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”: Oduvaldo Vianna Filho se junta a Ferreira Gullar em história de resistência na forma de cordel
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crítica teatral
artigo por LUIZ ANTONIO RIBEIRO | Para começar agosto da melhor forma, Luiz Antonio Ribeiro escreve, para o Blog da Temporal, sobre a peça “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar, texto teatral que chegou recentemente ao nosso catálogo. Em seu artigo, Luiz aborda o fato de que Vianinha, ao elaborar tal obra, utilizou da veia popular, unida à intelectualidade, para tratar dos conflitos no campo, entre trabalhadores, proprietários e políticos locais, que se intensificaram sob o regime vigente após o golpe civil-militar em 1964.
artigo por Thaís Leão Vieira | Para finalizar maio, Thaís Leão Vieira, aborda a questão do humor no teatro de Oduvaldo Vianna Filho, autor que é seu objeto de estudos enquanto pesquisadora. O seu foco neste artigo é a peça Allegro Desbundaccio, de 1973, penúltimo texto do dramaturgo. Ao criticar e retratar a realidade no momento em que concebia a obra, Vianna traz abordagem cômica que anda junto à percepção trágica do país, e é a partir disso que Vieira tecerá seu texto. Confira!
Aimé-Exu-Césaire: a construção da negritude ontem com a partir do texto-colonial hoje-
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crítica teatral
artigo por MARIA CAROLINA CASATI | Explorando a peça Uma tempestade, de Aimé Césaire, Maria Carolina Casati investiga as complexidades do colonialismo e da usurpação que o autor martinicano reinterpreta a partir de A Tempestade de William Shakespeare. Além disso, Casati destaca uma mudança crucial na perspectiva introduzida por Césaire: sua obra evidencia a presença significativa de Exu.