Aimé-Exu-Césaire: a construção da negritude ontem com a partir do texto-colonial hoje-


- crítica teatral
artigo por MARIA CAROLINA CASATI | Explorando a peça Uma tempestade, de Aimé Césaire, Maria Carolina Casati investiga as complexidades do colonialismo e da usurpação que o autor martinicano reinterpreta a partir de A Tempestade de William Shakespeare. Além disso, Casati destaca uma mudança crucial na perspectiva introduzida por Césaire: sua obra evidencia a presença significativa de Exu.

Meros joguetes


- crítica teatral
artigo por MARIA FERNANDA VOMERO. Nos encaminhando para o final de março, Maria Fernanda Vomero escreve sobre "Macbett", de Eugène Ionesco. Em seu artigo, a autora discorre sobre como a releitura de Ionesco cria um retrato tanto trágico quanto patético do exercício do poder.

Um breve panorama do catálogo da Temporal


- editorial
artigo por DIRCE WALTRICK DO AMARANTE: Para finalizar fevereiro, aprofunde-se no catálogo da Temporal a partir da visão de Dirce Waltrick Amarante, professora e estudiosa da área de artes cênicas. Em sua análise, Dirce ressalta a singularidade das publicações da editora, muitas das quais são inéditas no Brasil ou há muito tempo estão fora de circulação. Confira!

Valorização do teatro nacional: alguns apontamentos históricos


- história do teatro
artigo por JESSICA BANDEIRA: Dando sequência às discussões sobre a valorização da dramaturgia nacional, Jessica Bandeira, tradutora e pesquisadora de história do teatro brasileiro, lança luz sobre as políticas implementadas para fomentar o teatro nacional durante os anos 30, sob o governo de Getúlio Vargas. Em sua análise, Jessica destaca o papel crucial dessas iniciativas no fortalecimento da identidade cultural do país e no estímulo à produção da dramaturgia.

Retrospectiva Temporal 2023


- editorial
No início de 2024, aproveitamos o momento inicial do ano para fazer uma breve retrospectiva das nossas publicações de 2023. Confira os comentários sobre as obras tecidos pelo Diretor Editorial da Temporal, Philippe Curimbaba Freitas!

O testemunho da ausência em "Savannah Bay"


- crítica teatral
artigo por LAURA MASCARO | Para finalizar outubro, Laura Mascaro escreve sobre a questão do testemunho de eventos não vividos e os consequentes impactos dessas lacunas em "Savannah Bay", de Marguerite Duras. Destaca-se, pela participação indireta em tais eventos, o testemunho em segunda mão, onde a memória desempenha um papel central. Própria da literatura durasiana, em "Savannah Bay" lemos a atividade de (re)escritura, que envolve lembrança, esquecimento, imaginação e recriação do passado no presente.

Por trás da porta: possibilidade e grotesco em “O que aconteceu após Nora deixar a Casa de Bonecas ou Pilares das Sociedades”, de Elfriede Jelinek


- crítica teatral
artigo por GIOVANA PROENÇA | Em texto para o Blog da Temporal, Giovana Proença escreve sobre “O que aconteceu após Nora deixar a Casa de Bonecas ou Pilares das Sociedades”, peça da austríaca Elfriede Jelinek. Em sua análise, Giovana ressalta o grotesco e seus desdobramentos nas dinâmicas entre os personagens e o contexto em que estão inseridos.

A revolução é dos que ficam: pequenas breves notas sobre “Os que ficam”


- crítica teatral
artigo por LUIZ ANTONIO RIBEIRO — Para finalizar outubro, o Blog da Temporal traz artigo de Luiz Antonio Ribeiro, idealizador do Jornal Nota, sobre a peça “Os que ficam”, de Sérgio de Carvalho com colaboração da Companhia do Latão, obra do catálogo de dramaturgia nacional da Temporal. Em seu texto, Luiz explora a relação entre “Os que ficam” e “Revolução na América do Sul”, de Augusto Boal

"Eu, Ota, rio de Hiroshima" e o dano ao projeto de vida


- crítica teatral
artigo por PIETRA VAZ DIÓGENES DA SILVA | Em texto que dialogo com literatura e direitos humanos, Pietra Vaz Diógenes da Silva comenta a obra "Eu, Ota, rio de Hiroshima", de Jean-Paul Alègre, discutindo como o trágico episódio do lançamento da bomba nuclear dizimou a cidade de Hiroshima em 06 de agosto de 1945. Entre as consequentes destruições, uma delas mostrava-se ainda mais cruel e impactante na vida dos cidadãos: o dano ao projeto de suas vidas. Confira!

Ainda que Nora deixe a Casa de Bonecas


- editorial
artigo por ANGÉLICA CIGOLI FRANGELLA | Para finalizar setembro, Angélica Cigoli Frangella, graduanda em Letras na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas na Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), escreve sobre as relações entre "Uma Casa de Bonecas", peça de Henrik Ibsen, e "O que aconteceu após Nora deixar a Casa de Bonecas ou Pilares das Sociedades", de Elfriede Jelinek, que dá continuidade às reflexões do dramaturgo norueguês. O texto teatral de Jelinek, autora austríaca vencedora do Prêmio Nobel e publicada pela Temporal em 2022, coloca o capitalismo e as discussões sobre o papel social das mulheres sob os holofotes. Confira!

A encruzilhada de Exu-Efoui


- crítica teatral
artigo por MARIA CAROLINA CASATI | Na primeira quinzena de setembro, Maria Carolina Casati nos presenteia com uma contundente reflexão sobre a imagem da encruzilhada, central na peça "A encruzilhada", de Kossi Efoui. Passeando pela obra de Luiz Rufino e Pai Sidney de Xangô, a autora reflete sobre os paralelos entre gênero, política e raça na construção das personagens do autor togolês publicado pela Temporal. Confira!

Breve passeio pelo Prefácio à edição de "Marquês de Keith", de Frank Wedekind


- editorial
trecho de prefácio inédito por VINICIUS MARQUES PASTORELLI — Em celebração ao retorno de Frank Wedekind ao catálogo da Temporal, o Blog de hoje traz aos leitores e leitoras, em primeira mão, um fragmento do prefácio de "Marquês de Keith". A peça conta com prefácio, notas e tradução inédita de Vinicius Marques Pastorelli, formado em Letras pela Universidade de São Paulo (2009), com aperfeiçoamento em língua e cultura alemã pelo Herder-Institut de Leipzig (2013) e mestrado em Literatura Comparada pelo Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH-USP, com pesquisa sobre Kurt Weill e o jovem Bertolt Brecht (2014). Confira!

Breve passeio pelo Prefácio à edição de "Marquês de Keith", de Frank Wedekind


- editorial
trecho de prefácio inédito por VINICIUS MARQUES PASTORELLI — Em celebração ao retorno de Frank Wedekind ao catálogo da Temporal, o Blog de hoje traz aos leitores e leitoras, em primeira mão, um fragmento do prefácio de "Marquês de Keith". A peça conta com prefácio, notas e tradução inédita de Vinicius Marques Pastorelli, formado em Letras pela Universidade de São Paulo (2009), com aperfeiçoamento em língua e cultura alemã pelo Herder-Institut de Leipzig (2013) e mestrado em Literatura Comparada pelo Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH-USP, com pesquisa sobre Kurt Weill e o jovem Bertolt Brecht (2014). Confira!

"Corpo a corpo", Vianinha e Vivacqua: a resistência é uma janela


- crítica teatral
artigo escrito por LUIZ ANTONIO RIBEIRO | Em homenagem aos 49 anos desde a morte de Oduvaldo Vianna Filho, o doutor em Memória Social Luiz Antonio Ribeiro escreve sobre a peça "Corpo a corpo", publicada pela Temporal em 2020. Em sua resenha, o pesquisador aborda a resistência vivenciada pelo personagem Vivacqua, um aspecto típico da dramaturgia de Vianinha

Por dentro da Casa de Bonecas de Elfriede Jelinek, segundo Bettina Hering


- eventos
parte III: artigo por BETTINA HERING | Terceira e última parte do texto

A pluralidade teatral de Elfriede Jelinek, segundo Bettina Hering


- eventos
parte II: artigo por BETTINA HERING | Segunda parte da série de três publicações dedicadas à leitura de Bettina Hering a respeito da obra e da figura de Elfriede Jelinek. A fala aqui transcrita se deu ao longo dos eventos de lançamento de "O que aconteceu após Nora deixar a Casa de Bonecas ou Pilares das Sociedades", da Nobel de Literatura Jelinek, realizados com o apoio da Embaixada Austríaca e do Centro Austríaco da UFPR e dos institutos Goethe de São Paulo, Brasília e Curitiba. Dramaturga e curadora teatral do Festival de Salzburgo, Bettina trouxe ao público uma análise comparada entre as personalidades de Henrik Ibsen e Elfriede Jelinek e alguns dos aspectos de suas respectivas obras. Confira!

Henrik Ibsen, criador de "Uma Casa de Bonecas" e outras peças, segundo Bettina Hering


- eventos
parte I: artigo escrito por BETTINA HERING | Durante uma semana do mês de abril, promovemos, ao lado da Embaixada Austríaca, do Centro Austríaco da UFPR e dos institutos Goethe de São Paulo, Brasília e Curitiba, eventos de lançamento de "O que aconteceu após Nora deixar a Casa de Bonecas ou Pilares das Sociedades", da Nobel de Literatura Elfriede Jelinek. Os encontros tiveram a presença de Bettina Hering, dramaturga e curadora teatral do Festival de Salzburgo, que trouxe ao público uma análise comparada entre as personalidades de Henrik Ibsen e Elfriede Jelinek e alguns dos aspectos de suas respectivas obras. Esta é a primeira de três publicações sequenciais deste Blog dedicadas à leitura cirúrgica realizada por Bettina Hering. Confira!

O movimento (con)textual: “Classe”, de Guillermo Calderón


- crítica teatral
artigo por SARA ROJO — A partir de uma análise de aspectos textuais e de montagem da peça “Classe”, do célebre dramaturgo chileno Guillermo Calderón, traduzida e apresentada no Brasil em 2019, a pesquisadora e professora Sara Rojo traz ao Blog da Temporal uma reflexão sobre os movimentos que uma dramaturgia tende a realizar em seu interior de acordo com o contexto em que se insere

O cruzamento do feminino, independência e sistema econômico em Elfriede Jelinek


- entrevista
Em entrevista para Ruth Bohunovsky, uma das tradutoras de “O que aconteceu após Nora deixar a Casa de Bonecas ou Pilares das Sociedades”, edição recentemente lançada pela Temporal, Andrea Heinz, estudiosa da obra de Elfriede Jelinek, comenta sobre o conflito entre a independência feminina e as limitações impostas à mulher pelo capitalismo. No bate-papo, Andrea também pontua como a relação entre gênero e violência é recorrente na obra da austríaca, evidenciando sua escrita crítica e necessária para fomentar debates feministas

Samuel Beckett, o enigma


- biografia
artigo por CLÁUDIA MARIA DE VASCONCELLOS

As sendas das encruzilhadas


- eventos
quarta capa de GENI NÚÑEZ – Em celebração à chegada de Kossi Efoui ao catálogo da Temporal, escritor togolês até então inédito no Brasil, o Blog de hoje traz às nossas leitoras e leitores, em primeira mão, um dos textos que integram a edição de "A encruzilhada", primeiro lançamento de 2023: a quarta capa do volume, escrita pela psicóloga, mestre e doutora em Psicologia Social, Geni Núñez

A arte anticolonial de Aimé Césaire em Uma temporada no congo ou Um teatro a contrapelo


- crítica teatral
artigo por HERIBALDO MAIA – Ao tratar da luta popular por independência na República Democrática do Congo, que por oitenta anos foi colonizada pela Bélgica, Aimé Césaire traçou uma profunda conexão entre capitalismo, fascismo e colonização em "Uma temporada no Congo". Nessa chave crítica, o historiador e mestrando em Filosofia Heribaldo Maia analisa a peça de Césaire, em meio a considerações sobre a luta por emancipação e os enclaves que habitantes de territórios colonizados enfrentam ao longo da história, trazendo à tona as marcas coletivas que ressoam mundo afora, a partir do contexto africano – confira!

A arte anticolonial de Aimé Césaire em Uma temporada no congo ou Um teatro a contrapelo


- crítica teatral
artigo por HERIBALDO MAIA – Ao tratar da luta popular por independência na República Democrática do Congo, que por oitenta anos foi colonizada pela Bélgica, Aimé Césaire traçou uma profunda conexão entre capitalismo, fascismo e colonização em "Uma temporada no Congo". Nessa chave crítica, o historiador e mestrando em Filosofia Heribaldo Maia analisa a peça de Césaire, em meio a considerações sobre a luta por emancipação e os enclaves que habitantes de territórios colonizados enfrentam ao longo da história, trazendo à tona as marcas coletivas que ressoam mundo afora, a partir do contexto africano – confira!

Temporal relembra o ano de 2022


- editorial
Para adentrarmos o ano de 2023 com energias revigoradas e preparados para os próximos projetos que vêm por aí, desenhamos um retrato de 2022, uma retrospectiva do que de mais importante aconteceu por aqui; afinal, recordar é viver! Lembraremos a seguir os nossos lançamentos, eventos e os destaques deste Blog. Confira um pouco do que fizemos em 2022 e prepare-se para 2023: em breve, grandes novidades!

O texto, a cena e o texto da cena – Fruições, limites e dilemas da literatura dramática


- crítica teatral
artigo por IZAK DAHORA – Ao pensar sobre dramaturgia e suas múltiplas possibilidades, o ator, escritor e professor Izak Dahora reflete também sobre o contexto brasileiro. Conforme destaca, em um país de proporções continentais e contribuições étnicas, culturais e teatrais tão diversas como o Brasil, o fazer dramatúrgico alimenta-se da multiplicidade de suas matrizes de conhecimento, como as ligadas aos povos originários e afrodescendentes. Nesse sentido, o teatro nos possibilita formas ricas e variadas de conexão com a realidade e com a manifestação da imaginação em suas variadas formas.