Relembre as publicações de 2024
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Relembre as publicações de 2024

Para finalizar fevereiro, Philippe Curimbaba, o diretor editorial da Temporal, relembra as publicações que chegaram ao nosso catálogo ao longo de 2024. Ao longo do texto, nossas leitoras e leitores podem conferir comentários sobre as peças Uma tempestade, de Aimé Césaire; Allegro desbundaccio, Nossa vida em família e Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, de Oduvaldo Vianna Filho; e Dramas para negros e prólogo para brancos, coletânea de peças escritas por diversos autores e organizada por Abdias Nascimento

Uma tempestade, Aimé Césaire

O que pensava Shakespeare sobre o “Novo Mundo”? Como via a América? Se levarmos em conta o conjunto das peças escritas pelo dramaturgo britânico, essa pergunta talvez pareça descabida, já que elas costumavam representar pessoas e temas adjacentes ao contexto histórico e geográfico de seu autor. Mas eis que, poucos anos antes de morrer, Shakespeare escreveu A tempestade, uma peça que toma por cenário uma ilha que, embora geograficamente indefinida, faz referências ao recém “descoberto” continente americano ou, mais especificamente, as ilhas do Caribe. Nessa ilha, habitada por dois homens – um, talvez descendente hispânico, e o outro, um representante do “autóctone” da América –, chegara, certa vez um ex-Duque de Milão que, após ter sido traído pelo irmão, o Rei de Nápoles, e lançado ao mar com sua filha, escravizara seus dois habitantes. A peça começa no momento em que o irmão traidor naufraga próximo à ilha, dando inicio a uma trama que, em grande parte, gira em torno de um acerto de contas entre os antigos rivais.

Os dois homens escravizados têm, pois, um papel secundário nessa trama polarizada pelos dois irmãos nobres. É claro que isso não lhes tira a importância. Educados que somos pelo melodrama, tendemos a subestimar o papel desses personagens secundários que orbitam em peças como essa, e nos interessar mais por aquilo que nos emociona: o conflito dramático. No entanto, essa hierarquia dos personagens se reconfigura completamente a partir do momento em que o intelectual, escritor, político e dramaturgo martinicano Aimé Césaire reconta essa mesma história, em Uma tempestade, porém colocando os dois personagens escravizados no centro, um reinterpretado como negro e outro como “mulato”. Os personagens principais de Shakespeare, por sua vez, tornam-se aqui secundários, de acordo com a perspectiva pela qual se narra, mas nem por isso deixam de representar o poder. Sendo assim, um dos vários pontos de interesse dessa reescrita da peça de Shakespeare pela perspectiva de um teatro negro e americano é essa torção entre dois elementos que, tradicionalmente, tendiam mais ou menos a corresponder: o ponto de vista pelo qual se conta a história e o ponto de vista do poder, ou de quem o representa.

Uma tempestade é, por fim, um interessante gesto de homenagem e, ao mesmo tempo, crítica de uma perspectiva decolonial do intelectual martinicano a um dos dramaturgos mais consagrados e influentes do teatro ocidental.

 

Allegro desbundaccio, ou Se o Martins Pena fosse vivo, Oduvaldo Vianna Filho

Pode parecer estranho que um dramaturgo como Vianinha, tão comprometido com as questões de seu tempo, tenha se posto a escrever uma comédia de costumes, à la Martins Pena, em meio a uma forte onda internacional de vanguarda teatral, do qual participaram grupos como The Living Theatre e, no plano nacional, o teatro Oficina. Seria possível argumentar, é claro, que isso se deveu à relação profunda que ele nutria com a comédia, por influência de seu pai, Oduvaldo Vianna, um importante comediógrafo do início do século; porém isso tampouco atenuaria muito a imagem da comédia de costumes como um teatro empoeirado, já em descompasso com as exigências estéticas do seu tempo.

De fato, essa imagem só poderia ser questionada se estivermos dispostos a questionar também o outro lado da moeda, ou seja, aquilo que muitas vezes é tomado, por oposição, como valor indiscutível: a vanguarda. Quais são as condições estéticas, mas também políticas, sociais e ideológicas que fazem da ideia de vanguarda (em abstrato) um valor? Que Vianinha estava, nesse momento, plenamente consciente dos problemas estéticos e políticos resultantes de certa idealização da vanguarda é algo que transparece, por exemplo, no texto “O meu corpo a corpo”, escrito no contexto da criação de sua peça Corpo a corpo, de 1970. Isso não significa, é claro que ele torcia o nariz, por princípio, para a vanguarda e para tudo que fosse esteticamente novo. Muito pelo contrário, é sempre bom lembrar que seu teatro dos anos 1960-64 foi uma expressão nacional de um teatro político internacional de vanguarda, e que é difícil negar seus paralelos com o agit-prop soviético, com as ideias de Brecht e com o teatro político de Piscator, ainda que parte da crítica nacional tenda a desqualificá-lo com a pecha de “teatro político”, querendo dizer com isso sectário, panfletário etc. Logo, não artístico.

A questão fundamental para Vianinha era outra. O papel do teatro não seria o de mergulhar o espectador no oceano labiríntico da complexidade subjetiva, nem o de propiciar uma fuga do mundo ordinário dos boletos e das duplicatas, das planilhas e dos guichês de repartições públicas em direção a uma suposta libertação desse mundo horrível no terreno da fantasia e da criação. Para ele, a função do teatro seria a de construir meios intelectuais e sensitivos que nos ajudassem a sobreviver a essa realidade monstruosa e, para isso, a compreendê-la e dominá-la, transformando de alguma forma a relação que estabelecemos com ela. A forma mais propícia para isso pode variar. Em certos momentos, dependendo das condições objetivas, os recursos da vanguarda podem vir ao encontro desse objetivo – como ocorreu, por exemplo, nos anos imediatamente anteriores ao golpe de 1964; em outros, ela pode representar um obstáculo, ao passo que uma revisitação de formas tradicionais pode apontar para caminhos mais interessantes.

É o caso de Allegro desbundaccio, ou Se o Martins Pena fosse vivo. Essa peça é um contraponto, um desencaixe em relação à situação do teatro no momento de sua criação: uma nova incursão pela comédia, num momento em que um novo ciclo da vanguarda internacional pautava os valores estéticos (e políticos); um testemunho de um profundo sofrimento social, como “efeito colateral” do tipo de modernização iniciada em 1964, por meio de uma forma comumente associada ao entretenimento leve e descomprometido; e uma atenta reflexão sobre o presente, sobre as condições históricas e sociais daquele momento, que moldam personagens em sua incapacidade de evitar a própria derrocada do sonho ao desespero, da esperança à tragédia, e isso tudo por meio de uma forma “antiga”.

Cinco personagens principais constituem essa peça. Buja, um competente publicitário que abandona um emprego muito bem remunerado “pra não viver mais com a cabeça cinco horas adiante”, mas também pelo conflito ético de ter que trabalhar pelos interesses do consumismo; Protético, um dentista homossexual que vive no limite da sobrevivência financeira, tendo que trabalhar ininterruptamente e se pendurar em dívidas atrás de dívidas para poder fechar as contas de cada dia, e que aspira a reencontrar seu namorado que mora na Bolívia; Teresa, uma jovem que, em parte sob pressão de sua mãe, deseja se casar com um homem rico, mas que se envolve com Buja, aquele que decidira tomar o oposto caminho de vida; Cremilda, mãe de Teresa, cuja missão de vida é arranjar um bom casamento para a filha, como forma de garantir seu próprio sustento; e Enia, uma jovem hippie que vive ouvindo as músicas do momento, um tanto alheia a tudo o que se passa no seu entorno.

Enfim, seja pelo sabor que propicia de uma boa comédia, seja pela leitura que faz desses anos de contracultura, mas também de empobrecimento geral da população, seja pela sua curiosa posição no ambiente cultural e teatral do momento, Alegro desbundaccio, ou Se o Martins Pena fosse vivo é uma peça extremamente rica, que vale a pena ser lida e relida.

 

Nossa vida em família, Oduvaldo Vianna Filho

Desde mais ou menos o século XVII ou XVIII, a família se tornou um dos temas mais retratados pelo teatro. Não as famílias de reis e príncipes, nem as de deuses mitológicos, mas aquelas que encontramos por aí no mundo, desde as mais ricas até as mais pobres e marginalizadas, como as retratadas em algumas peças de Plínio Marcos. No teatro estadunidense, é por meio do tema familiar que dramaturgos expõem a face mórbida e nefasta do chamado sonho americano. E entre os vários problemas familiares, entre conflitos geracionais, casamentos infelizes, irmãos inimigos etc. há um tema talvez menos evidente, porque mais difuso, mas que algumas peças souberam explorar de maneiras interessantes, seja com uma linguagem mais realista, seja de formas mais poéticas ou simbólicas: o envelhecimento.

Antecedente teatral da conhecida série televisiva A grande família, Nossa vida em família converte em drama esse tema difuso que é envelhecimento, e o faz por meio uma premissa que institui, de um momento para o outro, a velhice como problema: um casal idoso que vive sozinho, pois os filhos já tomaram seus próprios rumos na vida, é noticiado a respeito de um aumento vertiginoso do valor do aluguel da casa onde moram há 20 anos. O proprietário da casa mantinha um valor abaixo do mercado em virtude de seu vínculo afetivo com a família, mas com sua morte, a casa cai na mão de herdeiros bem menos dispostos aceitar tais concessões.

Os filhos do casal se põem, então, em busca de soluções para o problema. Diante da constatação de que não seria possível encontrar uma moradia em condições satisfatórias para acolher o casal de idosos pelo mesmo valor da casa onde moravam até então, eles encontram uma solução provisória: o pai irá morar com a família de uma das filhas em São Paulo, ao passo que a mãe irá morar com a de um filho, no Rio de Janeiro. A partir de então, vemos a solidão do casal separado e sua comunicação lacônica e truncada pelo telefone; os conflitos latentes ou explícitos de cada um deles com a família dos filhos que os hospeda; as tentativas e, ao mesmo tempo, resistências de Souza, o marido, de conseguir um emprego qualquer para poder viver novamente com a esposa, ou pelo menos não depender de favores a contragosto dos filhos; o andamento cada vez menos otimista dos planos dos filhos na busca de um lugar para reunir novamente seus pais, divididos que eles estão entre as várias obrigações da vida, as pressões de seus cônjuges, o aperto no orçamento e as pequenas conveniências. E isso tudo retratado num bem dosado equilíbrio de tom entre o sério/emotivo e o cômico.

Mais do que sobre a família e o envelhecimento, Nossa vida em família é uma peça sobre o lugar que resta aos afetos e ao cuidado familiar em um contexto social de empobrecimento das classes médias e baixas e, ao mesmo tempo, de intensificação do trabalho, tanto formal como precarizado, ambos associados à modernização conservadora imposta pelos governos que sucederam o golpe civil-militar de 1964. Neste sentido, essa peça não poderia ser mais atual no nosso momento, caracterizado novamente pela intensificação brutal do trabalho para todos os setores da classe trabalhadora (mesmo aqueles que costumamos reconhecer como classe média, como professores, trabalhadores da saúde, da “indústria criativa”, de jornalismo, agencias de publicidade etc.), da retração econômica associada ao retorno da inflação e assim por diante, logo após termos vivenciado um ciclo de crescimento econômico e ascensão de alguns setores da sociedade, quando tudo parecia marchar numa direção mais ou menos promissora. Em meio a isso, onde ficam a família, os afetos e até mesmo os conflitos, em suma, toda a esfera objetiva e subjetiva da vida social não diretamente associada às pressões do mundo do trabalho remunerado e da manutenção da subsistência material? Nossa vida em família é sobre isso.

 

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, Oduvaldo Vianna Filho

Entre as várias consequências lamentáveis do golpe civil-militar de 1964, é impossível não mencionar a interrupção de um intenso movimento teatral militante que marchava a pleno vapor. Destacavam-se ali grupos como o Teatro de Arena e o CPC da UNE. Logo após o golpe, vários integrantes desse movimento, sobretudo do CPC, vieram formar o grupo Opinião, que estreou nos palcos no final de 1964 com o espetáculo musical homônimo. Dentre eles, estavam Vianinha e Ferreira Gullar, autores de Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Os primeiros espetáculos do grupo, o show Opinião e a peça Liberdade, liberdade poderiam ser descritos como gritos quase viscerais de espanto, defesa e desespero contra o trauma recém vivenciado na história brasileira, unidos à tentativa de articular sentimentos, ideias e valores na busca por formas de resistir ao novo autoritarismo. Na prática, esse impulso de resistência era ilusório frente à desproporção de forças, mas mesmo assim ele teve uma importância fundamental no sentido de reunir novamente o grupo de artistas militantes entre si e com seu público, e mantê-lo vivo e ativo. Talvez nisso resida o sentido mais exato dessa resistência: mais na difícil autopreservação de um grupo destruído pelo golpe do que na luta contra as medidas do novo regime.

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come é o terceiro espetáculo apresentado pelo Opinião, depois Liberdade, liberdade. Nesse momento, o desafio de sobreviver como grupo ao recente trauma já havia sido vencido, mas fazia-se necessário dar um passo além e ensaiar uma elaboração histórica sobre que o país estava vivendo, tendo ao mesmo tempo que driblar a censura. Para isso, os autores recorreram, de um lado, a uma narrativa indiretamente baseada no romance picaresco inglês The history of Tom Johnes, a foundling, escrito por Henry Fielding em 1749 e, de outro lado, ao repertório da cultura popular, ou seja, à comédia e aos versos de cordel. Assim, a peça se construiu nesse cruzamento entre uma tentativa de falar sobre a experiência nacional pela perspectiva do povo, utilizando as formas e os códigos que ele conhece, e uma necessidade de dar conta da complexidade do assunto, o que exigiu a construção de uma trama também complexa.

Articulando-se, então, nessa dupla via, a peça tematiza os conflitos no campo de trabalhadores com proprietários e políticos locais, que se intensificaram após o golpe de 1964, com o início da repressão às lutas políticas no campo. Roque, protagonista da peça, é um trabalhador do campo, em uma fazenda do nordeste, que tem acesso a certos privilégios por ser filho de criação do fazendeiro, mas que se vê pressionado, ao mesmo tempo, a prejudicar seu colega Brás das Flores para atender às demandas de seu pai de criação, que é também seu patrão. Vivendo sempre no fio da navalha, Roque precisa dar conta de seu sustento, atender às demandas do patrão, mas nem por isso deixa de se solidarizar com outros camponeses, ainda que por vezes tenha também que os prejudicar para poder subsistir. A partir dessa premissa, acompanhamos disputas entre setores desiguais da agricultura, mais atrasados versus mais modernos, entre fazendeiros e políticos locais, testemunhamos a conhecida dinâmica do coronelismo e a manipulação do eleitorado por parte da elite política e econômica, as trocas de favores políticos (e sexuais), a perversa instrumentalização da miséria por parte dos fazendeiros, mas também um ensaio de insurreição dos trabalhadores do campo e, nela, um ato solidariedade e aliança de Roque com os semelhantes.

Enfim, pela sua beleza e pela agudeza na representação das dinâmicas sociais do campo, e pelos divertidos quiproquós, eis uma peça que convida à leitura e que encanta seu leitor.

 

Drama para negros e prólogo para brancos, Abdias Nascimento (Org.)

Certa vez, no início dos anos 1940, o intelectual, artista, político e militante antirracista Abdias Nascimento, em viagem ao Peru, assistiu a uma apresentação teatral de O imperador Jones, peça de Eugene O’Neill que traz um negro como protagonista. Nessa apresentação, tal papel era, no entanto, desempenhado por um ator branco com black face (isto é, com o rosto pintado de preto), o que gerou um incômodo em Abdias, certa sensação de que havia ali algo distorcido, algo de injustificável: uma convicção de que um ator negro estaria em melhores condições de encarnar um papel que diz respeito à sua própria condição, e ao mesmo tempo um sentimento de injustiça diante da ausência de atores negros chamados a desempenhar papeis sérios de personagens negros, o que contrastava, pelo menos caso do Brasil, com existência de uma imensa população negra. Da elaboração sobre esta experiência nasceu, em 1944, o Teatro Experimental do Negro (TEN), grupo fundado por Abdias Nascimento, e formado pelo encontro de artistas e intelectuais comprometidos na luta contra o racismo com trabalhadores e pessoas marginalizadas.

Como parte de uma ampla luta antirracista e pela valorização cultural do negro, o TEN perseguia o objetivo de criar um teatro não apenas sobre o negro, mas – eis a novidade – escrito pela perspectiva dos negros. Em termos estritamente teatrais, sua luta era não só contra a escalagem de atores brancos para fazer papel de personagens negros, mas também contra a imagem do negro construída pelo teatro nacional até então, que o representava seja como ridículo, seja por uma sexualidade pervertida, seja como submisso, dócil, passivo e sexualmente neutro; ou seja, sempre como um “outro”, visto pelos olhos do branco. Nesse contexto, o grupo fundado por Abdias Nascimento nasceu como um ato de reapropriação negra de sua própria representação, após esta ter sido assaltada por brancos e permanecido longamente sob seu domínio.

Não por acaso, a primeira peça trabalhada coletivamente pelo grupo – e posteriormente encenada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1945 – foi aquela mesma de O’Neill que Abdias havia assistido no Peru, para cuja montagem o autor concedeu plena liberdade ao TEN. Após ter vencido esse primeiro desafio, sentia-se como necessária a criação de uma dramaturgia do próprio TEN, ou pelo menos escrita para ele, a partir de suas próprias inquietações. Foi com esse intuito que o grupo encomendou peças a dramaturgos ligados a ele ou afinados com suas lutas. Entre esses autores, havia tanto negros como brancos, alguns consagrados, outros menos conhecidos. Eram eles: Lúcio Cardoso, Romeu Crusoé, Rosário Fusco, Agostinho Olavo, José de Morais Pinho, Joaquim Ribeiro, Nelson Rodrigues e Tasso da Silveira, além do próprio Abdias Nascimento.

Dramas para negros e prólogo para brancos é uma antologia das peças desses autores escritas para o TEN e por ele trabalhadas. Ela foi produzida pelo próprio TEN e publicada em 1961 sob organização de Abdias Nascimento, e reeditada em 2024 pela Temporal Editora, num volume que vem acrescido de fotos de montagens e atividades do grupo; de uma apresentação de Elisa Larkin Nascimento, pesquisadora e militante pela divulgação do trabalho de Abdias, mas também de expressões culturais de afrodescendentes em geral; de um prefácio de Leda Maria Martins, além de outros textos e materiais que visam possibilitar um aprofundamento no assunto.