Qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência


- crítica teatral
artigo por IZAK DAHORA – Primeira edição brasileira da peça Uma temporada no Congo, de Aimé Césaire, pela Editora Temporal, evidencia as chagas políticas, econômicas e culturais dos povos de matrizes africanas – marcados pelo colonialismo europeu até os dias atuais

A arte anticolonial de Aimé Césaire em Uma temporada no congo ou Um teatro a contrapelo


- crítica teatral
artigo por HERIBALDO MAIA – Ao tratar da luta popular por independência na República Democrática do Congo, que por oitenta anos foi colonizada pela Bélgica, Aimé Césaire traçou uma profunda conexão entre capitalismo, fascismo e colonização em "Uma temporada no Congo". Nessa chave crítica, o historiador e mestrando em Filosofia Heribaldo Maia analisa a peça de Césaire, em meio a considerações sobre a luta por emancipação e os enclaves que habitantes de territórios colonizados enfrentam ao longo da história, trazendo à tona as marcas coletivas que ressoam mundo afora, a partir do contexto africano – confira!

A arte anticolonial de Aimé Césaire em Uma temporada no congo ou Um teatro a contrapelo


- crítica teatral
artigo por HERIBALDO MAIA – Ao tratar da luta popular por independência na República Democrática do Congo, que por oitenta anos foi colonizada pela Bélgica, Aimé Césaire traçou uma profunda conexão entre capitalismo, fascismo e colonização em "Uma temporada no Congo". Nessa chave crítica, o historiador e mestrando em Filosofia Heribaldo Maia analisa a peça de Césaire, em meio a considerações sobre a luta por emancipação e os enclaves que habitantes de territórios colonizados enfrentam ao longo da história, trazendo à tona as marcas coletivas que ressoam mundo afora, a partir do contexto africano – confira!

Temporal relembra o ano de 2022


- editorial
Para adentrarmos o ano de 2023 com energias revigoradas e preparados para os próximos projetos que vêm por aí, desenhamos um retrato de 2022, uma retrospectiva do que de mais importante aconteceu por aqui; afinal, recordar é viver! Lembraremos a seguir os nossos lançamentos, eventos e os destaques deste Blog. Confira um pouco do que fizemos em 2022 e prepare-se para 2023: em breve, grandes novidades!

O texto, a cena e o texto da cena – Fruições, limites e dilemas da literatura dramática


- crítica teatral
artigo por IZAK DAHORA – Ao pensar sobre dramaturgia e suas múltiplas possibilidades, o ator, escritor e professor Izak Dahora reflete também sobre o contexto brasileiro. Conforme destaca, em um país de proporções continentais e contribuições étnicas, culturais e teatrais tão diversas como o Brasil, o fazer dramatúrgico alimenta-se da multiplicidade de suas matrizes de conhecimento, como as ligadas aos povos originários e afrodescendentes. Nesse sentido, o teatro nos possibilita formas ricas e variadas de conexão com a realidade e com a manifestação da imaginação em suas variadas formas.

História e poesia em cena


- editorial
No Dia da Consciência Negra e em celebração à chegada de nosso mais recente lançamento, "Uma temporada no Congo", de Aimé Césaire, o Blog da Temporal traz às leitoras e aos leitores que nos acompanham por aqui, em primeira mão, o trecho inicial do prefácio exclusivo dos tradutores João Vicente, Juliana Estanislau de Ataíde Mantovani e Maria da Glória Magalhães dos Reis à edição.

“Lendo dramaturgia”, por Fernanda Azevedo


- depoimento
Após termos navegado pelas impressões de dramaturgos(as), atores e atrizes, diretoras(es), tradutores(as) e pessoas do teatro sobre as razões que os levam a ler dramaturgia, pedimos agora o relato desses grupos sobre a leitura dramatúrgica em si mesma. A ideia é acompanhar a sensação dos leitores desse gênero literário. O que descobrem, sobre o que refletem, que texto e qual autor movimentam seu olhar e sua experiência de leitura? Nossa segunda convidada da série é a atriz, pesquisadora teatral e arte-educadora Fernanda Azevedo, integrante do Coletivo Comum, de São Paulo, que nos conta sobre a leitura de dois textos, um originário do outro, bem como as potencialidades interpretativas advindas deste encontro

Uma dramaturgia para cruzar o limiar do desejo


- crítica teatral
artigo por MAURÍCIO AYER – Recém-lançado pela Temporal, “La Musica e La Musica segunda” apresenta de forma entrópica o terreno do humano. Na obra de Marguerite Duras, podemos encontrar elementos que compõem o universo da autora e elaboram, de certa maneira, um tecido singular. Desejo, amor, loucura e êxtase são alguns deles, conforme destaca Maurício Ayer, que há vinte anos se dedica ao conjunto durassiano. Em um apanhado geral sobre a produção da autora, a partir das duas peças do nosso catálogo, Ayer evoca a dramaturga, a cineasta e a romancista, para lançar luz à forma pela qual Duras investiga a existência, os sujeitos e seu imaginário.

Viva o drama! – Ponderações de uma tradutora


- depoimento
artigo por CHRISTINE RÖHRIG — Neste fim de setembro, em que se comemora o Dia Internacional do Tradutor, convidamos a responsável pela tradução de Praça dos Heróis, de Thomas Bernhard, peça publicada pela Temporal em 2020, para dividir conosco os prazeres e os desafios do ofício da tradução de textos teatrais.

Na consciência da perda


- crítica teatral
artigo por HANSGEORG SCHMIDT-BERGMAN — Em texto originalmente publicado em 2008, no jornal alemão "Die Welt", o pesquisador e professor Hansgeorg Schmidt-Bergmann reflete sobre a obra de Botho Strauss. Crítico ferrenho da classe média e da intelectualidade em geral, colocando em questão todo um modelo de pensamento, a dramaturgia de Strauss suscita discussões acaloradas mundo afora. Ao abordar o conjunto criativo de Strauss, Schmidt-Bergmann apresenta parte de seu universo com uma escrita que, em muito, se assemelha à forma como o dramaturgo compõe seu corpo artístico: em meio a ideias, estímulos e caminhos singulares, que colocam o espectador contemporâneo à prova.