“Mão na luva”: a modernidade de um Vianinha até agora desconhecido
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crítica teatral
artigo por VIVIAN WYLER — Em 1984, ocasião da montagem de “Mão na luva” dirigida por Aderbal Freire Filho – à época, apenas Aderbal Júnior –, Vivian Wyler rememora a trajetória do texto teatral, desde sua escrita, em 1966, até sua redescoberta e empreitada nos palcos de São Paulo e Rio de Janeiro. Ao costurar depoimentos de Aderbal e de Marco Nanini, que vivenciou o protagonista Lúcio Paulo no espetáculo, com excertos da peça, a editora e jornalista revela as particularidades que conferem caráter único a esta obra em meio à trajetória de Oduvaldo Vianna Filho
Uma breve discussão sobre o teatro de temática indígena de Márcio Souza
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crítica teatral
artigo por HOWARDINNE QUEIROZ — Na primeira quinzena do mês de setembro, convidamos a atriz, pesquisadora e arte-educadora Howardinne Queiroz para compartilhar conosco parte de seus estudos sobre a tradição teatral brasileira do norte do país. No texto, a autora comenta a trajetória do grupo TESC, de Manaus, com foco no tratamento da temática indígena pelas mãos do dramaturgo Márcio Souza e a contribuição de suas obras para os debates pós-coloniais
Desemprego e precarização do trabalho no teatro de Plínio Marcos
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editorial
Nesta quinzena, trazemos para o Blog da Temporal um trecho da peça “Quando as máquinas param” (1967), de Plínio Marcos. Como em muitas de suas obras, os personagens da peça são trabalhadores do chamado subproletariado, isto é, aqueles que vivem na marginalidade, na informalidade e em condições precárias de trabalho, sem qualquer estabilidade
artigo por MACKSEN LUIZ — Em artigo veiculado no “Jornal do Brasil”, em 1984, o crítico Macksen Luiz analisa o espetáculo “Mão na luva”, apresentado por Marco Nanini e Juliana Carneiro da Cunha, e dirigido por Aderbal Freire Filho, e comenta as particularidades e as aproximações entre este texto e as demais obras do conjunto de Oduvaldo Vianna Filho
Sobre "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come"
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crítica teatral
artigo por FERNANDO MARQUES — Como parte da Ocupação Vianinha, projeto da Temporal para incentivar a leitura e a interpretação de obras de Oduvaldo Vianna Filho, nesta quinzena, o escritor, compositor e professor da UnB Fernando Marques traz para o Blog trecho de sua análise da peça Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, parceria entre Vianinha e Ferreira Gullar
O teatro documental de Peter Weiss em um trecho de Marat/Sade
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editorial
Nesta quinzena, trazemos para o Blog um trecho da peça "Perseguição e assassinato de Jean-Paul Marat representados pelo grupo teatral do hospício de Charenton sob a direção do senhor de Sade", escrita a partir de 1963 pelo dramaturgo alemão Peter Weiss e estreada no ano seguinte em Berlim Ocidental
Tal como Vianinha, Paulo Pontes [1940–1976] foi um homem de teatro. Um exemplo de amor à cultura de seu povo. Tal como Vianinha, Paulo Pontes morreu prematuramente. Pouco depois de seu colega e amigo. Vítima do mesmo mal. No texto seguinte, Paulo Pontes conta a história de seu encontro com Vianinha. A amizade, o trabalho. Sobretudo, Paulo Pontes dá seu depoimento a respeito da figura e da obra de Oduvaldo Vianna Filho.
A utopia dos estudantes chilenos em uma cena de Andrés Kalawski
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editorial
Nesta quinzena compartilhamos um trecho da oitava cena de Diez mil cosas [Dez mil coisas], peça do dramaturgo chileno Andrés Kalawski Isla. Tematizando os acontecimentos do movimento estudantil chileno entre 2011–12, a ação da peça busca compreensão do contexto político-social sem, no entanto, valer-se de explicações teóricas ou didatismos. Um dos expoentes do teatro latino-americano contemporâneo, Kalawski faz uso de uma linguagem simples e ao mesmo tempo profunda, mobilizando episódios reais, para ampliar os sentidos e levar ao primeiro plano a experiência humana em si e sua relação com a ideologia e o amor.
"Trilogia do reencontro", ou o encontro impossível
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crítica teatral
artigo por RODRIGO ALVES DO NASCIMENTO E PRISCILA NASCIMENTO MARQUES — Neste artigo, os professores e pesquisadores Priscila Nascimento Marques e Rodrigo Alves do Nascimento destrincham as características herdadas de “Os veranistas”, do escritor russo Maksim Górki, pelo dramaturgo Botho Strauss, em “Trilogia do reencontro”, peça de 1976 em que as subjetividades decadentes também lembram Tchékhov.
artigo por KÁTIA RODRIGUES PARANHOS — Em comemoração à importante data em que se celebra o Dia do Trabalhador, neste Primeiro de Maio, a convite da Temporal, a professora e pesquisadora em história Kátia Rodrigues Paranhos, da Universidade Federal de Uberlândia, comenta aspectos da história operária universal a partir da perspectiva da formação política e cultural dos trabalhadores, até chegar aos episódios da greve de 1979–80 no ABC paulista, com foco na efervescência cultural que emergia daqueles encontros políticos de reivindicação, aspectos que podem ser vistos na obra "O pão e a pedra", de Sérgio de Carvalho, que integra nosso catálogo