Cia. Bonobo traz para o teatro uma reflexão sobre a democracia no Chile e na América Latina, bem como seus processos de exclusão social
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entrevista
Em entrevista à Temporal, o grupo chileno comenta sobre as contradições da democracia em seu país, tema sempre presente em suas peças, e como esse questionamento se desdobra na forma, nas temáticas e nas reflexões posteriores aos espetáculos
artigo por GITTA HONEGGER — Nesta quinzena, o nosso blog traz aos leitores o trecho de um ensaio de Gitta Honegger no qual a professora, diretora teatral e biógrafa de Thomas Bernhard apresenta alguns traços gerais dos personagens criados pelo dramaturgo, ressaltando o peso mortífero que a linguagem ossificada e a cultura humanista em decomposição exercem sobre as elites culturais, políticas e econômicas austríacas (mas também alemãs) do segundo pós-guerra, contexto de onde Berhnard extrai seus personagens centrais. Assim, embora focado na peça “Praça dos Heróis”, o excerto a seguir apresenta uma visão mais ampla a respeito da construção dos personagens bernhardianos.
Vianinha no CPC: um trecho da primeira experiência teatral para o povo
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editorial
Com esta cena de "A mais valia vai acabar, seu Edgar", o blog da Temporal traz um trecho do trabalho de Vianna no CPC, desenvolvido anteriormente às peças "Rasga coração", "Papa Highirte" e "A longa noite de Cristal"
Enfrentamentos de uma arte coletiva durante o isolamento
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crítica teatral
artigo por EDUARDO DA LUZ MOREIRA — A primeira postagem do mês de setembro de nosso Blog, traz um testemunho dos atores Chico Pelucio, Eduardo Moreira e Inês Peixoto, integrantes do Grupo Galpão, sobre a realidade de um coletivo de teatro em meio à pandemia e ao isolamento social
A ebulição do rio Ota de Hiroshima sob o olhar do dramaturgo Jean-Paul Alègre
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entrevista
Em entrevista ao site francês Theatre-contemporain, o autor apresenta o curioso fato que o motivou a escrever “Eu, Ota, o rio de Hiroshima” e conta suas principais inspirações para a criação dos personagens e dos ambientes da peça
Teatros negros no Brasil: aquilombamentos necessários
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crítica teatral
artigo por CRISTIANE SOBRAL — Convidamos nesta quinzena a escritora e pesquisadora Cristiane Sobral para nos apresentar um breve histórico da participação negra na arte teatral brasileira. Sobral comenta os célebres grupos e representantes dos teatros negros no país, sua atuação artística, política e pedagógica, e chama a atenção para a urgência de se fazer uma discussão sobre o tema também no teatro
O “atravessamento” da linguagem cinematográfica na peça teatral "Rasto atrás", de Jorge Andrade
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crítica teatral
artigo por ANTONIO GILBERTO — A dramaturgia moderna busca retirar de cena a ilusão que cercou, por vários anos, as peças clássicas, românticas e realistas. Os rompimentos com a linearidade tradicional e as vivências do tempo interior são as marcas deste novo teatro, do qual Jorge Andrade (1922–1984) é um exímio representante
Publicada originalmente no jornal "Movimento" (1975-81), a crítica escrita pela jornalista Ilvaneri Penteado há mais de quarenta anos destaca aspectos do pensamento de Oduvaldo Vianna Filho sobre o fazer teatral e o fazer político. Ao lembrar a trajetória de censuras impostas às duas últimas peças do autor – "Rasga coração" e "Papa Highirte" –, Penteado resume certeiramente as razões pelas quais os dois textos permanecem atuais nos dias de hoje.
A atualidade de Augusto Boal: uma cena de "Revolução na América do Sul"
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editorial
Dando continuidade à seção dedicada aos trechos de peças teatrais, que iniciamos há um mês com uma passagem de “A gaivota”, de Tchékhov, hoje trazemos aos leitores uma cena da peça "Revolução na América do Sul", de Augusto Boal (1931–2009)
Hoje, no Blog da Temporal, inauguramos uma seção de trechos teatrais com o objetivo de expandir, para além de nosso próprio catálogo, a discussão da dramaturgia contemporânea. No que diz respeito às referências e às influências dos autores contemporâneos, as obras canônicas podem nos dar pistas e aprofundar o entendimento dos textos atuais. O primeiro trecho selecionado é de "A gaivota", de Anton Tchékhov (1860-1904)