"Por que ler dramaturgia?", por Pedro Henrique Müller


- depoimento
Pedimos a pesquisadores(as), dramaturgos(as), tradutores(as) e demais envolvidos(as) no universo teatral responderem a uma pergunta que tanto nos inquieta desde o nascimento da Temporal e que tem espaço especial aqui, no Blog da editora: afinal, por que ler dramaturgia? Se o gênero não figura entre os frequentes do público brasileiro, não consta entre as categorias da maioria dos prêmios literários, ou é destaque nas livrarias e na imprensa, além de, com frequência, se distinguir da literatura, por que se interessar por ele? Em mais um texto da série, quem nos responde é Pedro Henrique Müller, que realiza um sobrevoo pela história do teatro e da dramaturgia, entrelaçando-a aos sentimentos e sentidos de sua experiência e de sua prática no campo. Pedro recentemente atuou e assinou a dramaturgia no espetáculo-exposição "Como devo chorá-los?" (2021), adaptação online e multimídia da tragédia de Antígona de Sófocles.

Trecho de "O presidente", obra de Thomas Bernhard


- editorial
Fevereiro é mês de celebrar Thomas Bernhard, nascido há mais de nove décadas, no ano de 1931. Crítico ávido de seu país, da cultura e da política austríacas, Bernhard tornou-se um autor fundamental para pensar tanto o século XX quanto o presente. Em sua obra, que inclui contos, romances e dramaturgias, Bernhard abordou temas como nacionalismo e antissemitismo na Áustria moderna. Para o autor, as críticas e o olhar reflexivo deveriam ser mantidos vivos também nos palcos e na literatura

"Por que ler dramaturgia?", por Silvia Gomez


- depoimento
Pedimos a pesquisadores(as), dramaturgos(as), tradutores(as) e demais envolvidos(as) no universo teatral responderem a uma pergunta que tanto nos inquieta desde o nascimento da Temporal e que tem espaço especial aqui, no Blog da editora: afinal, por que ler dramaturgia? Se o gênero não figura entre os frequentes do público brasileiro, não consta entre as categorias da maioria dos prêmios literários, ou é destaque nas livrarias e na imprensa, além de, com frequência, se distinguir da literatura, por que se interessar por ele? No segundo texto da série, quem nos responde a questão é a jornalista, dramaturga e roteirista Silvia Gomez, que recentemente escreveu para o Grupo Galpão a peça Partida de vôlei à sombra do vulcão, texto que integra a o projeto “Dramaturgias – Cinco passagens para agora”

"Por que ler dramaturgia?", por Rubens Figueiredo


- depoimento
Pedimos que pesquisadores(as), dramaturgos(as), tradutores(as) e demais envolvidos(as) no universo teatral respondessem a uma pergunta que tanto nos inquieta desde o nascimento da Temporal e que ganha espaço especial, aqui, no Blog da editora: afinal, por que ler dramaturgia? Se o gênero não figura entre os preferidos do público brasileiro, não consta entre as categorias da maioria dos prêmios literários nem é destaque nas livrarias e na imprensa, além de, com frequência, não ser entendido como literatura, por que se interessar por ele? Para inauguras os trabalhos, o convidado a responder à questão é Rubens Figueiredo, consagrado tradutor do par russo-português, que, recentemente, verteu as peças de Tchékhov

O poder de David Hare


- crítica teatral
artigo por LARISSA LINDER — A cada início de ano, com frequência, avaliamos eventos do passado com o intuito de pensar o futuro; o que aprendemos com esses acontecimentos e de que forma eles ainda ecoam no presente? É esse o movimento que a jornalista Larissa Linder realiza no primeiro texto de 2022 do Blog da Temporal: uma viagem aos episódios que culminaram na crise dos mercados que marcou, em escala global, o ano de 2008. Especializada em economia, Larissa tanto aborda o texto de David Hare publicado pela Temporal, O poder do sim, quanto o contexto do livro, de maneira jornalística, aproximando-se do teatro documental que marca a produção do autor

Teatro na pandemia: o eterno retorno


- crítica teatral
artigo por DIONE CARLOS — Para encerrar o ano de 2021 em grande estilo, e nos preparar para o ano vindouro com coragem, convidamos para o Blog alguém que muito admiramos, parceira de outros projetos da Temporal: a atriz, dramaturga, roteirista e professora de teatro Dione Carlos. A autora divide conosco e com nossos(as) leitores(as) um breve relato de sua trajetória pelo campo artístico dos últimos dois anos, e comenta seus processos de enfrentamento à realidade política e sanitária brasileira. A partir da prática que realiza, o texto apresenta seu processo de criação frente ao exercício teatral – de que maneira ele se dá e se desdobra; suas reflexões sobre a dramaturgia e o texto em si mesmo – suas referências e elaborações; além de pincelar algumas considerações sobre a cena brasileira no que diz respeito ao protagonismo das narrativas negras.

O desconexo


- crítica teatral
artigo por HEINZ STRUNK — Botho Strauss, embora já tenha sido publicado no Brasil, por muitas vezes permaneceu incógnito. Por ocasião de seu aniversário, que se comemora em 2 de dezembro, a Temporal pretende esmiuçar a personalidade do autor de "Trilogia do reencontro". O Blog traz, nesta quinzena, o depoimento de Heinz Strunk, organizador alemão responsável por coletar e reunir escritos de Strauss em uma antologia, para a qual escreveu o seguinte texto como posfácio. Neste, é possível identificar interessantes elementos do estilo de Strauss, mas há um alerta: “só é possível conhecer este escritor de fato através de um livro”.

Da utopia ao desencanto, e vice-versa


- crítica teatral
artigo por ELEN DE MEDEIROS — Nossa convidada do mês de novembro é a professora e pesquisadora da UFMG Elen de Medeiros, que nos dá um panorama sobre o mais novo livro de ensaios do crítico Jean-Pierre Sarrazac, “Crítica do teatro I: da utopia ao desencanto”. A seguir, Elen expõe a atualidade dos textos reunidos na edição, que passeiam pela defesa de um fazer teatral crítico e do conceito de público no teatro, além de destacar a relevância e a proximidade com o contexto brasileiro

Uma cena de “Mãe Coragem e seus filhos”, de Bertolt Brecht


- editorial
Nesta quinzena, o Blog traz a seus leitores um trecho da peça “Mãe Coragem e seus filhos”, escrita em 1941 pelo poeta, dramaturgo e homem de teatro alemão Bertolt Brecht (1898-1956), com a colaboração de Margarete Seffin (1908-1941). Brecht é uma das personalidades mais comentadas por Jean-Pierre Sarrazac em “Crítica do teatro I: da utopia ao desencanto”, lançado agora pela Temporal

Entre a instabilidade e a melancolia: o retrato da militância no pós-1964 em “Moço em estado de sítio”


- crítica teatral
artigo por RAFAEL DE SOUZA VILLARES — Inédita até 2021, a peça "Moço em estado de sítio", publicada pela Temporal, revela um passo muito importante para a compreensão da obra de Oduvaldo Vianna Filho, um dos principais dramaturgos brasileiros do século XX. A peça evidencia o testemunho de uma geração de artistas e intelectuais militantes que sonhavam com a transformação da sociedade por meio do fazer artístico, e que assistiu sem possibilidades de resistência a implantação violenta do golpe civil-militar de 1964