"Corpo a corpo", Vianinha e Vivacqua: a resistência é uma janela


- crítica teatral
artigo escrito por LUIZ ANTONIO RIBEIRO | Em homenagem aos 49 anos desde a morte de Oduvaldo Vianna Filho, o doutor em Memória Social Luiz Antonio Ribeiro escreve sobre a peça "Corpo a corpo", publicada pela Temporal em 2020. Em sua resenha, o pesquisador aborda a resistência vivenciada pelo personagem Vivacqua, um aspecto típico da dramaturgia de Vianinha

O movimento (con)textual: “Classe”, de Guillermo Calderón


- crítica teatral
artigo por SARA ROJO — A partir de uma análise de aspectos textuais e de montagem da peça “Classe”, do célebre dramaturgo chileno Guillermo Calderón, traduzida e apresentada no Brasil em 2019, a pesquisadora e professora Sara Rojo traz ao Blog da Temporal uma reflexão sobre os movimentos que uma dramaturgia tende a realizar em seu interior de acordo com o contexto em que se insere

Qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência


- crítica teatral
artigo por IZAK DAHORA – Primeira edição brasileira da peça Uma temporada no Congo, de Aimé Césaire, pela Editora Temporal, evidencia as chagas políticas, econômicas e culturais dos povos de matrizes africanas – marcados pelo colonialismo europeu até os dias atuais

A arte anticolonial de Aimé Césaire em Uma temporada no congo ou Um teatro a contrapelo


- crítica teatral
artigo por HERIBALDO MAIA – Ao tratar da luta popular por independência na República Democrática do Congo, que por oitenta anos foi colonizada pela Bélgica, Aimé Césaire traçou uma profunda conexão entre capitalismo, fascismo e colonização em "Uma temporada no Congo". Nessa chave crítica, o historiador e mestrando em Filosofia Heribaldo Maia analisa a peça de Césaire, em meio a considerações sobre a luta por emancipação e os enclaves que habitantes de territórios colonizados enfrentam ao longo da história, trazendo à tona as marcas coletivas que ressoam mundo afora, a partir do contexto africano – confira!

O texto, a cena e o texto da cena – Fruições, limites e dilemas da literatura dramática


- crítica teatral
artigo por IZAK DAHORA – Ao pensar sobre dramaturgia e suas múltiplas possibilidades, o ator, escritor e professor Izak Dahora reflete também sobre o contexto brasileiro. Conforme destaca, em um país de proporções continentais e contribuições étnicas, culturais e teatrais tão diversas como o Brasil, o fazer dramatúrgico alimenta-se da multiplicidade de suas matrizes de conhecimento, como as ligadas aos povos originários e afrodescendentes. Nesse sentido, o teatro nos possibilita formas ricas e variadas de conexão com a realidade e com a manifestação da imaginação em suas variadas formas.

Uma dramaturgia para cruzar o limiar do desejo


- crítica teatral
artigo por MAURÍCIO AYER – Recém-lançado pela Temporal, “La Musica e La Musica segunda” apresenta de forma entrópica o terreno do humano. Na obra de Marguerite Duras, podemos encontrar elementos que compõem o universo da autora e elaboram, de certa maneira, um tecido singular. Desejo, amor, loucura e êxtase são alguns deles, conforme destaca Maurício Ayer, que há vinte anos se dedica ao conjunto durassiano. Em um apanhado geral sobre a produção da autora, a partir das duas peças do nosso catálogo, Ayer evoca a dramaturga, a cineasta e a romancista, para lançar luz à forma pela qual Duras investiga a existência, os sujeitos e seu imaginário.

Na consciência da perda


- crítica teatral
artigo por HANSGEORG SCHMIDT-BERGMAN — Em texto originalmente publicado em 2008, no jornal alemão "Die Welt", o pesquisador e professor Hansgeorg Schmidt-Bergmann reflete sobre a obra de Botho Strauss. Crítico ferrenho da classe média e da intelectualidade em geral, colocando em questão todo um modelo de pensamento, a dramaturgia de Strauss suscita discussões acaloradas mundo afora. Ao abordar o conjunto criativo de Strauss, Schmidt-Bergmann apresenta parte de seu universo com uma escrita que, em muito, se assemelha à forma como o dramaturgo compõe seu corpo artístico: em meio a ideias, estímulos e caminhos singulares, que colocam o espectador contemporâneo à prova.

A reescrita de si e dos outros: Marguerite Duras e a dramaturgia de “La Musica e La Musica segunda”


- crítica teatral
artigo por LAURA MASCARO — Recém-lançada pela Temporal, "La Musica e La Musica segunda" é uma obra de Marguerite Duras que inclui duas peças de teatro da escritora. Laura Mascaro, doutora em Literatura Francesa, escreve nesta quinzena sobre a obra durassiana e os protagonistas do livro que acaba de sair. Ao pensar sobre os afetos e as tensões que cercam o volume, Mascaro delineia um caminho autoral pela obra, que você pode conferir abaixo. Refletindo sobre claro e escuro, teatro e cinema, a pesquisadora analisa pares fundamentais do universo durassiano. Boa leitura!

Duas cenas de "O pão e a pedra", de Sérgio de Carvalho


- crítica teatral
A Companhia do Latão comemora 25 anos de trajetória em 2022. Para celebrar a obra deste coletivo teatral, em que resistência cultural e existência política se mesclam, publicamos abaixo um excerto da peça "O pão e a pedra". O espetáculo, assinado por Sérgio de Carvalho, virou livro e integra o catálogo de dramaturgia brasileira da Temporal. A obra se passa em 1978, no contexto das greves do ABC Paulista, que moldaram o sindicalismo no Brasil e ajudaram a enfraquecer a ditadura civil-militar. Vida longa à Companhia do Latão e nossos agradecimentos às contribuições que o grupo presta, desde sua fundação, ao teatro nacional. Boa leitura a todos e todas!

O “teatro da catástrofe” de Howard Barker


- crítica teatral
artigo por ELTON ULIANA — Para o mês de aniversário do dramaturgo inglês Howard Barker, nascido em 26 de junho de 1946, o tradutor Elton Uliana – que se ocupa de sua obra e mantém colaboração direta com o próprio Barker há alguns anos – preparou uma apresentação do teatro barkeriano. Designado “teatro da catástrofe”, este universo criativo exprime uma brutalidade que, de acordo com Uliana, remete a tempos elisabetanos e jacobinos. Ao tratar da ambição humana e da dimensão sexual dos sujeitos, o dramaturgo dá vida a uma obra pulsante e polêmica, que gera debates acalorados mundo afora, levando seu tradutor a questionar se já existe uma audiência pronta para tal projeto teatral. Com excertos de peças e poemas de Barker, Uliana delineia abaixo esse mundo dramatúrgico, ao trazer à tona sua atmosfera estética e filosófica, sem meias-palavras.